Por causa dos brilhantes, bem fundamentados e tempestivos comentários e críticas, o Rei, novamente, é merecidamente homenageado pela da Empiricus, no vídeo de 09/04/2011, neste link, nos 1:20 min. e também nos 2:00 min na parte 3, neste link.
El Gnomo de Itapira é homenageado na parte 3, neste link nos 10 segundos. Respondendo à pergunta dos negos: não, não sou o Gnomo de Itapira.
Então vamos a mais alguns comentários:
1 - Sobre a aula de economia do Paulo Gala na parte 1 do vídeo de 09/04/2011:
Percebi que na Empiricus e no mercado em geral há grande preocupação dos EUA aumentar em muito os juros e sobre uma suposta bolha de commodities. O principal argumento são fatos passados, principalmente crises de 1970 e 1980.
2 - Sobre a Inepar - vídeo de 09/04/2011, parte 2, neste link;
O ME traça cenário extremamente otimista para o micaço, dizendo que em 3 anos o papiro pode atingir 40,00 e a empresa gerar 500 Mi de EBTIDA.
Ok, vamos aceitar esse cenário prá lá de otimista e admitir 500 Mi de EBTIDA. Atualmente, o EBTIDA é de 89 Mi e por isso o aumento sonhado é de 5,6 vezes. Para atingir esse fantástico número, a empresa terá que aumentar e muito seu capital social, já que não consegue girar seu famoso backlog de forma satisfatória. Veja que atualmente já há previsão de aumento de capital em 127 Mi.
Assim, uma estimativa razoável é que Inepar teria que triplicar seu capital social para gerar tal EBTIDA, o que levaria o número de ações para cerca de 285.000.000.
Um EBTIDA de 500 Mi pode levar a uns 250 Mi anuais de lucro líquido (conforme proporção do último balanço). Considerando que 50% desse lucro seria distribuído aos acionistas, a remuneração por ação seria de 0,44 ao ano.
Assim, quem comprasse INEP4 a 40,00 receberia 1,09% ao ano de dividendos. Isso é muito pouco, aliado ao fato de que as margens atuais da empresa são muito ruins e por isso o cenário de EBTIDA de 500 Mi ao ano é muito pouco provável.
Uma estimativa mais realista (dentro de um cenário extremamente otimista) seria EBTIDA de 300 Mi, o que levaria a remuneração anual projetada para 0,26, ou 0,65% ao ano para o comprador de INEP4 a 40,00.
Se ele comprasse o papiro a 4,00, seu dividendo anual seria de 6,5%, indicando que a melhor precificação para esse papiro é de uns 3,00 ou menos - isto para quem acredita numa espetacular reviravolta da empresa. Mas eu não acredito nisso.
Ainda deve-se levar em conta os títulos potencialmente podres da empresa. Se forem totalmente podres, o PL fica negativo e INEP4 estaria cara na cotação de 0,50. Se forem apenas parcialmente podres, o prejuízo de cerca de 550 Mi (vide ressalvas dos auditores nos balanços) que deveria ser contabilizados me leva a precificar INEP4, na melhor das hipóteses, a uns 1,20.
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El Gnomo de Itapira é homenageado na parte 3, neste link nos 10 segundos. Respondendo à pergunta dos negos: não, não sou o Gnomo de Itapira.
Então vamos a mais alguns comentários:
1 - Sobre a aula de economia do Paulo Gala na parte 1 do vídeo de 09/04/2011:
Percebi que na Empiricus e no mercado em geral há grande preocupação dos EUA aumentar em muito os juros e sobre uma suposta bolha de commodities. O principal argumento são fatos passados, principalmente crises de 1970 e 1980.
Mas o mundo mudou muito desde então e também mudaram os EUA.
A imensa dívida dos EUA os impede de dar uma porrada nos juros. Recentemente, vi notícia de grande investidor que zerou sua carteira de títulos dos EUA. China e vários outros emergentes agora estão "quase emergidos" e por isso há grande demanda por commodites, razão pela qual não é uma simples bolha - é grande procura mesmo.
A crise de 2008 provocou grande desalavancagem mundial, razão pela qual os governos mundiais tiveram que emitir moeda - EUA principalmente, provocando inflação em nível mundial.
Por isso é muito difícil enxugar a liquidez aumentando taxa de juros porque pode ser um tiro no pé - aumento da dívida interna dos países, hoje já muito alta. Outro fator que impede os EUA em aumentar muito sua taxa de juros é o fato da China ser a maior detentora desses títulos - obviamente os EUA não querem enriquecer ainda mais o governo chinês, dando-lhe mais bala para concorrer com os próprios EUA.
O cenário mais provável, que eu vejo, é de continuidade da inflação mundial, que na verdade é uma "antecipação de PIB", ou seja, os governos emitiram moeda esperando aumento de PIB para lastrear toda essa grana em circulação. E como sabemos, inflação é uma forma de imposto, o que ajuda a diluir momentaneamente o valor das commodities para esperar a alta dos PIB.
2 - Sobre a Inepar - vídeo de 09/04/2011, parte 2, neste link;
| Esse mico eu quero! KKKKKKKK |
Ok, vamos aceitar esse cenário prá lá de otimista e admitir 500 Mi de EBTIDA. Atualmente, o EBTIDA é de 89 Mi e por isso o aumento sonhado é de 5,6 vezes. Para atingir esse fantástico número, a empresa terá que aumentar e muito seu capital social, já que não consegue girar seu famoso backlog de forma satisfatória. Veja que atualmente já há previsão de aumento de capital em 127 Mi.
Assim, uma estimativa razoável é que Inepar teria que triplicar seu capital social para gerar tal EBTIDA, o que levaria o número de ações para cerca de 285.000.000.
Um EBTIDA de 500 Mi pode levar a uns 250 Mi anuais de lucro líquido (conforme proporção do último balanço). Considerando que 50% desse lucro seria distribuído aos acionistas, a remuneração por ação seria de 0,44 ao ano.
Assim, quem comprasse INEP4 a 40,00 receberia 1,09% ao ano de dividendos. Isso é muito pouco, aliado ao fato de que as margens atuais da empresa são muito ruins e por isso o cenário de EBTIDA de 500 Mi ao ano é muito pouco provável.
Uma estimativa mais realista (dentro de um cenário extremamente otimista) seria EBTIDA de 300 Mi, o que levaria a remuneração anual projetada para 0,26, ou 0,65% ao ano para o comprador de INEP4 a 40,00.
Se ele comprasse o papiro a 4,00, seu dividendo anual seria de 6,5%, indicando que a melhor precificação para esse papiro é de uns 3,00 ou menos - isto para quem acredita numa espetacular reviravolta da empresa. Mas eu não acredito nisso.
Ainda deve-se levar em conta os títulos potencialmente podres da empresa. Se forem totalmente podres, o PL fica negativo e INEP4 estaria cara na cotação de 0,50. Se forem apenas parcialmente podres, o prejuízo de cerca de 550 Mi (vide ressalvas dos auditores nos balanços) que deveria ser contabilizados me leva a precificar INEP4, na melhor das hipóteses, a uns 1,20.
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