O Rei das Blue-Chips!

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O objetivo deste blog é de mostrar opiniões sobre o mercado de ações no Brasil.

30/06/2010

Setor elétrico fica menos atraente, segundo Goldman Sachs.

Como se não bastasse as más notícias vinda da China e do G20, os TUBAS estão rebaixando o setor elétrico,  conforme notícia abaixo deste link. Salvem-se quem puder, eheheheheh.

"29/06/2010 - 18:06



Setor elétrico perderá o charme nos próximos dois anos?
No relatório assinado por Francisco Navarrete e André Gaeta, analistas do Goldman Sachs, acreditam que o setor elétrico brasileiro será menos atraente nos próximos dois anos. E das 11 principais ações negociadas na Bovespa, reduziram a classificação da Eletropaulo e da Light para a venda; de sete para neutra e recomendaram a compra de apenas duas, Cesp e Copel. Nesse cenário desfavorável, os analistas da instituição norte-americana demostram maior pessimismo em relação às distribuidoras, devido à aproximação do ciclo de corte nas tarifas e a grande competição nas fusões e aquisições. E também não revelam otimismo com as geradoras, se preocupando com os sinais de queda nas tarifas para o próximo ano e dividendos menos atrativos. Os especialistas do Goldman Sachs rebaixaram de compra para neutra a recomendação das ações da Cemig, apresentando como argumento o fato da empresa ser controlada pelo governo de Minas Gerais e o mercado ainda ter uma visão negativa sobre o resultado potencial das eleições de outubro, além de suas potenciais aquisições e as ações continuaram a ter um fraco desempenho".
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Paul Krugman está pessimista: pode ser um mau sinal.

Este artigo do Paul Krugman é bem coerente. Concordo com ele no seguinte ponto: o problema dos gastos dos governos é a qualidade, e não exatamente a quantidade. Trata-se de mau gerenciamento global.
Vou reproduzir o artigo inteiro, que está neste link:

"A terceira depressão



28 de junho de 2010
19h35


Paul Krugman



Recessões são comuns; depressões são raras. Pelo que sei, houve apenas duas eras na história econômica qualificadas como “depressões” na ocasião: os anos de deflação e instabilidade que acompanharam o Pânico de 1873, e os anos de desemprego em massa, após a crise financeira de 1929-31.
Nem a Longa Depressão do século 19, nem a Grande Depressão, no século 20, registraram um declínio contínuo. Pelo contrário, ambas tiveram períodos em que a economia cresceu. Mas esses períodos de melhora jamais foram suficientes para desfazer os danos provocados pela depressão inicial e foram seguidos de recaídas.
Receio que estamos nos estágios iniciais de uma terceira depressão. Que provavelmente vai se assemelhar mais à Longa Depressão do que a uma Grande Depressão mais severa. Mas o custo – para a economia mundial e, sobretudo, para os milhões de pessoas arruinadas pela falta de emprego – será imenso.
E esta terceira depressão tem a ver, principalmente, com o fracasso político. Em todo o mundo – e, mais recentemente, no profundamente desanimador encontro do G-20, no fim de semana -, os governos se mostram obcecados com a inflação quando a verdadeira ameaça é a deflação, e insistem na necessidade de apertar o cinto, quando o problema de fato são os gastos inadequados.
Em 2008 e 2009, parecia que tínhamos aprendido com a história. Ao contrário dos seus predecessores, que elevavam as taxas de juros para enfrentar uma crise financeira, os atuais líderes do Federal Reserve e do BCE (Banco Central Europeu) cortaram os juros e partiram em apoio aos mercados de crédito. Ao contrário dos governos do passado, que tentaram equilibrar os orçamentos para fazer frente a uma economia em forte declínio, os governos hoje deixam os déficits aumentarem. E melhores políticas ajudaram o mundo a evitar o colapso total: podemos dizer que a recessão provocada pela crise financeira acabou no verão (no hemisfério norte) passado.

Mas os futuros historiadores irão nos dizer que esse não foi o fim da terceira depressão, da mesma maneira que a retomada econômica em 1933 não foi o fim da Grande Depressão. Afinal, o desemprego – especialmente o desemprego a longo prazo – continua em níveis que seriam considerados catastróficos há alguns anos e não dão sinal de queda. E tanto Estados Unidos como Europa estão próximos de cair na mesma armadilha deflacionária que atingiu o Japão.


Diante desse quadro sombrio, você poderia esperar que os legisladores tivessem entendido que não fizeram o suficiente para promover a recuperação. Mas não. Nos últimos meses observamos o ressurgimento da ortodoxia do equilíbrio orçamentário e da moeda forte.


O ressurgimento dessas teses antiquadas é mais evidente na Europa, onde as autoridades parecem estar usando os discursos de Herbert Hoover para fundamentar sua retórica, incluindo a afirmação de que elevar impostos e cortar gastos vai expandir a economia, melhorando a confiança nos negócios. Mas, em termos práticos, os EUA não estão agindo muito melhor. O Fed parece consciente dos riscos de uma deflação – mas o que propõe fazer com relação a esses riscos é, bem, nada.


O governo Obama entende os perigos de uma austeridade fiscal prematura – mas como os republicanos e democratas conservadores do Congresso não aprovam uma ajuda adicional aos governos estaduais, essa austeridade se impõe de qualquer maneira, com os cortes no orçamento estaduais e municipais.

Por que essa virada equivocada da política? Os radicais com frequência referem-se às dificuldades da Grécia e outros países na periferia da Europa para justificar seus atos. E é verdade que os investidores atacaram os governos com déficits incontroláveis. Mas não há nenhuma evidência de que uma austeridade a curto prazo, face a uma economia deprimida, vai tranquilizar os investidores. Pelo contrário: a Grécia concordou com a adoção de um plano severo de austeridade, mas viu seus riscos se ampliarem ainda mais; a Irlanda estabeleceu cortes brutais dos gastos públicos e foi tratada pelos mercados como um país com risco maior do que a Espanha, que até agora reluta em adotar medidas drásticas propugnadas pelos radicais.

É como se os mercados financeiros entendessem o que os legisladores aparentemente não compreendem: que, embora a responsabilidade fiscal a longo prazo seja importante, cortar gastos no meio de uma depressão vai aprofundar essa depressão e abrir caminho para a deflação, o que é contraproducente.

Portanto, não acho que as coisas tenham a ver de fato com a Grécia, ou com qualquer apreciação realista sobre o que priorizar, déficits ou empregos. Em vez disso, trata-se da vitória de teses conservadoras que não se baseiam numa análise racional e cujo principal dogma é que, nos tempos difíceis, é preciso impor o sofrimento para outras pessoas pra mostrar liderança.

E quem irá pagar o preço pelo triunfo dessas teses conservadoras ? A resposta é: dezenas de milhões de trabalhadores desempregados, muitos deles sujeitos a ficar sem emprego por anos e outros que nunca mais voltarão a trabalhar".

29/06/2010

Analistas dizem que dados do emprego dos EUA virão muito ruins na sexta.

Esta notícia de 28/06 do Market Watch diz que os dados sobre emprego nos EUA, a serem divulgados na próxima sexta, virão bem ruins, em grande parte pelo fim do recenseamento, que vai causar a demissão dos recenseadores. Realmente, o esperado é taxa de desemprego de 9,8% e queda de 103.000 no número de empregados. Apesar das demissões no setor público, o setor privado parece estar levemente se recuperando.
Eu acho que isso fará a bolsa cair no curto prazo, tanto a Bovespa quanto as americanas.

Twitter do Eike: "China irá consumir mais!" Será?

Frase de Eike Batista em 26/06/10 em seu Twitter: "A China ira consumir mais! Lembrem-se eles tem mais de 2Tri de Dollares de Reservas! Maravilhoso para o Brasil e o Mundo!"

Se ele estiver certo, isso pode ser bom para papiros da Vale, aliado à notícia de que a China irá valorizar gradativamente seu Yuan, proporcionando facilidade para suas importações.
Resta ver se as grandes corretoras, que usualmente operam VALE5, vão comprar mais o papel...  Atualmente, os ventos estão mudando muito no mercado.
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28/06/2010

VALE5: análise gráfica e fundamentalista indicam que pode subir.

Essencialmente uso a análise fundamentalista, mas recorro frequentemente à análise gráfica para tentar achar bons momentos. As últimas notícias, somadas à análise gráfica, indicam que Vale5 está em um bom momento para alta no curto prazo. Tem dois gaps interessantes que podem ser fechados: 43,40 em 13/05/10 e 48,70 em  27/04. Papel fez interessantes fundos ascendentes a partir de 21/05/10, indicando tendência terciária de alta. Se o fluxo estrangeiro e boas notícias vindo da China e da reunião do G-20 ajudarem, acho que o papiro pode subir adestradinho para fechar esses gaps, proporcionando trades mamão com açucar aos comprados.
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O Twitter do Eike Batista: vem aí a ITX ?

http://twitter.com/eikebatista  : Este é o twitter do Eike. Vale a pena dar uma lida no que escreve o bilionário. E ele já disse lá que a ITX (sua possível empresa de tecnologia da informação) vem por aí, eheheheheh ...
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27/06/2010

Cuidado com JBSS3 : EUA estão embolando o meio-de-campo dela.

Essa notícia de 26/06/10 pode pesar sobre os papiros da JBS e fazê-los cair. Segue abaixo trecho:
"Os Estados Unidos informaram mais um recall de produtos do frigorífico JBS. Na última quinta-feira, o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS), do Departamento de Agricultura, solicitou que a empresa retire do mercado 27 toneladas de carne bovina industrializada".
Por outro lado, notícia de 25/06 deste link diz que vendas de carne cresceram 20% nas vésperas de jogos do Brasil... Qual notícia vai pesar mais?   : )
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26/06/2010

Tem empresa gringa de olho na OGX !


Eu acho que OGXP3 a 18,00 está cara, mas tem empresa de olho, conforme notícia de  08/06/10.


"O vice-presidente de Estratégia Internacional da Statoil, Ivan Sandrea, declarou hoje no 33rd IAEE, no Rio, que vê as descobertas da OGX com grande interesse por serem próximas a suas áreas e serem de óleo pesado. Por enquanto, contudo, não há previsão de qualquer negociação entre as empresas, disse. "Eles são tão bem sucedidos, porque fariam parceria conosco? Talvez no futuro, estamos trabalhando de olho nas oportunidades torcendo para ter sorte também", declarou ele. Quanto ao marco regulatório, Sandrea disse que o país está evoluindo em estágios que fazem sentido para a iniciativa internacional. Para ele, a discussão é um movimento natural para um país que fez recentemente uma grande descoberta. "Estamos confiantes que o Brasil vai continuar um lugar lucrativo para investir. É um país com excelentes expectativas de crescimento tem uma grande indústria, um setor de serviços maduro, instituições sólidas e é um mercado que está crescendo”, afirmou".
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25/06/2010

China vai valorizar aos poucos sua moeda: bom para a Vale ?

Notícia de 16/06, neste link, diz que China irá valorizar aos poucos oYuan. Isso significa que suas importações ficam mais baratas, ao mesmo tempo em que suas exportações ficam menos competitivas.
Eu acho que isso é bom para a VALE5, já que este fato tende a facilitar as vendas para a China. Ao mesmo tempo, pode ser bom para a economia mundial com um todo, já que os preços dos produtos chineses tendem a ficar mais caros, facilitando a competição para outros países.
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24/06/2010

Reestudando OGXP3: talvez 18,00 esteja caro no curto prazo.

OGX prevê que extrairá 20 mil, 730 mil e 1.380 mil BOE em 2011, 2015 e 2019. Estimando preço do barril a US$100,00 em 2011, prevejo dividend/yield de míseros 0,3% considerando cotação de 18,00. Portanto, acho que OGX a esse preço está cara demais por este ponto de vista, no curto prazo.
Mas titio Eike gosta de fazer um "negocinho" e sempre vende suas empresas. Pelo ponto de vista de preço de aquisição, talvez 18,00 seja um bom preço, ou talvez até barato - aí depende de quem vai comprar.
Por outro lado, para 2015 e 2019, o preço de 18,00 está até barato, considerando o d/y.
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